um salto que bate, pune e faz sofrer. um salto que é necessário pra alguém que nunca saltou, nem teve vontade de se arriscar. o mundo parece tão pequeno pra alguém que se recolhe no seu grupo de seis ou sete fortes amigos. decidir abrir o horizonte é muito mais que expandir círculos; é deixar de ser quem se é.
as certezas tranformam-se em dúvidas e o que um dia deu certo pode não valer mais.
é disso que eu preciso, desistir do simples, da ciência inequívoca. preciso errar, errar de novo, juntar os cacos e tentar mais uma vez.
sábado, 23 de maio de 2009
um fim de semana de solidão na vida de quem vive com outras pessoas é uma formidável fuga da rotina.
quando não é tão inconstante, até a fuga cria sua própria rotina. uma rotina desordenada.fico perdido quando não devo satisfações a ninguem.
eu preciso de parâmetro. de cobrança.
me liga! reclama da louça na cozinha, do prato sujo na cama, das roupas no sofá, da toalha molhada na cadeira.
essa rotina me cansa.
quando não é tão inconstante, até a fuga cria sua própria rotina. uma rotina desordenada.fico perdido quando não devo satisfações a ninguem.
eu preciso de parâmetro. de cobrança.
me liga! reclama da louça na cozinha, do prato sujo na cama, das roupas no sofá, da toalha molhada na cadeira.
essa rotina me cansa.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quero falar e não consigo. sei me expressar, argumentar, falo bem.não sei é contestar., não sei pedir, não gosto de favores. favor é tudo o que peço a alguem, mesmo que isso seja sua obrigação.
mas não me conformo. essa vontade de pedir algo que nem precisaria me corrói por dentro.espero chegar a o momento em que não é mais possível pedir, assim não fico mais tenso.
se passou da hora e não da mais a culpa não é minha.
me sinto ridículo. quando a tensão chega ao seu limite e num impulso eu peço. a pessoa então cumpre a sua obrigação, como se fosse normal, como se não fosse um favor, como se eu não tivesse passado horas num dilema entre pedir ou não.
como se fosse fácil pra mim.
mas não me conformo. essa vontade de pedir algo que nem precisaria me corrói por dentro.espero chegar a o momento em que não é mais possível pedir, assim não fico mais tenso.
se passou da hora e não da mais a culpa não é minha.
me sinto ridículo. quando a tensão chega ao seu limite e num impulso eu peço. a pessoa então cumpre a sua obrigação, como se fosse normal, como se não fosse um favor, como se eu não tivesse passado horas num dilema entre pedir ou não.
como se fosse fácil pra mim.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
é que eu sempre dividi o grupo. em cada uma das infinidades de fases pelas quais eu passei, notei isso. era sempre um maniqueísmo compulsório. as pessoas me taxavam. de certo, errado; legal, chato; útil, inútil. e eu sempre acreditei mais naqueles que me admiravam.
certa vez, percebi que, mesmo os que me admiravam, às vezes me criticavam, e eram contrários às posturas xiitas que eu defendia.
bom pra eles.
que conseguem se livrar daquilo que há de mais inerente a mim: a passionalidade.
certa vez, percebi que, mesmo os que me admiravam, às vezes me criticavam, e eram contrários às posturas xiitas que eu defendia.
bom pra eles.
que conseguem se livrar daquilo que há de mais inerente a mim: a passionalidade.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
não faço dieta.não sou alcoolatra.não sou religioso.não sou corajoso. sou mão aberta.não sou gordo.não sou caseiro.não gosto de acordar às 7.não odeio o flamengo.não compro em loja cara.
não gosto de gordura. bebo socialmente. acredito na religião.sou mão de vaca. não sou magro. não sou da noite. odeio acordar às 11. não gosto do flamengo. não gosto de roupa barata.
sou imparcial. sou do mais ou menos, do deixa disso, "amigos amigos, negócios a parte", do "não tá bom, mas ta bom".
Sou o meio termo.
não é ruim. me relaciono com todos, não causo problemas, não me causam problemas, não sou marcante, mas tenho um pouco de tudo.
não é bom ser assim. gosto de extremos, queria ser assim. defender um lado, ter inimigos, amar, ser imparcial, odiar.
queria mudar de personalidade. em parte, é claro.
não gosto de gordura. bebo socialmente. acredito na religião.sou mão de vaca. não sou magro. não sou da noite. odeio acordar às 11. não gosto do flamengo. não gosto de roupa barata.
sou imparcial. sou do mais ou menos, do deixa disso, "amigos amigos, negócios a parte", do "não tá bom, mas ta bom".
Sou o meio termo.
não é ruim. me relaciono com todos, não causo problemas, não me causam problemas, não sou marcante, mas tenho um pouco de tudo.
não é bom ser assim. gosto de extremos, queria ser assim. defender um lado, ter inimigos, amar, ser imparcial, odiar.
queria mudar de personalidade. em parte, é claro.
domingo, 17 de maio de 2009
jogar futebol, e bem, é fundamental. A sensação de um gol é difícil de explicar, mas poucas outras são melhores.
pode ser necessidade de auto-afirmação, nunca vou descartar essa hipótese. Tem gente que se vangloria por beber por horas e ficar de pé, por pegar um monte de mulher sem saber o nome. eu prefiro o meu futebol, a minha cerveja de leve e a minha mulher.
mas me orgulho de jogar bem, não me imagino sem esse dom. não danço, não toco, não canto, não conto, não bebo, não pego. eu jogo. trocaria minha vida toda pra viver de futebol, mesmo sem ser craque.
o que era um sonho impossível hoje não é mais sonho, é apenas impossível.
enquanto isso me contento em tentar ser o melhor daqueles que também sonharam um dia. isso explica a minha satisfação em acordar cedo, a minha fixação em cada salada, a minha culpa em cada gole.
pode ser necessidade de auto-afirmação, nunca vou descartar essa hipótese. Tem gente que se vangloria por beber por horas e ficar de pé, por pegar um monte de mulher sem saber o nome. eu prefiro o meu futebol, a minha cerveja de leve e a minha mulher.
mas me orgulho de jogar bem, não me imagino sem esse dom. não danço, não toco, não canto, não conto, não bebo, não pego. eu jogo. trocaria minha vida toda pra viver de futebol, mesmo sem ser craque.
o que era um sonho impossível hoje não é mais sonho, é apenas impossível.
enquanto isso me contento em tentar ser o melhor daqueles que também sonharam um dia. isso explica a minha satisfação em acordar cedo, a minha fixação em cada salada, a minha culpa em cada gole.
sábado, 16 de maio de 2009
fim de semana. sozinho eu troco o dia pela noite porque ela facilita a reflexão. os amigos parecem cada vez mais distantes. eu, cada vez mais sozinho. dentro desse mini-apartamento, sem pai nem mãe, sem comida nem água gelada, sem motivação para seguir.
o celular não toca, o email não chega, e, esperando, eu sigo, mais um fim de semana. o último.
o penúltimo.
o celular não toca, o email não chega, e, esperando, eu sigo, mais um fim de semana. o último.
o penúltimo.
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